Genki Dama, Vegetto, Zeno-Sama e a derrota do Zamasu!

Bom, devido a uma série de motivos particulares, não consegui publicar a tempo o artigo sobre o episódio 66 de Dragon Ball Super e tampouco o sobre o 67. Assim, resolvi transformar os dois num longo artigo único, até porque, tanto um quanto o outro são inesquecíveis e polêmicos, gerando discussões de modo a facilmente verter boa parte do público entre os que amaram e aqueles que odiaram o que viram. Em boa parte isso é devido a dois pontos conjuntos no episódio 66 – a breve participação do Vegetto, que alguns dizem ter sido pouco ou nada efetiva, e o protagonismo do Trunks – e a um ponto no 67 – o roteiro aparentemente apressado e conveniente. Claro, aqui trato dessas questões, mas também dou atenção a outras coisas, principalmente à Genki Dama repaginada.

Então você acha que só o Goku usou a Genki Dama e que o Trunks conseguir manuseá-la é "protagonismo"? Huaushaushuahsuau


Então você acha que só o Goku usou a Genki Dama e que o Trunks conseguir manuseá-la é “protagonismo”? Huaushaushuahsuau

Dragon Ball Super: O Episódio 66

O episódio em si começa de onde o 65 terminou, ou seja, da disputa de golpes de energia entre o Goku e o Supremo Zamasu, nos sendo mostrado o sayajin vencendo a mesma – e de uma forma surpreendente: Ao invés de rebater a “Cólera Sagrada”, Goku potencializa o seu “Kame Hame Ha” até que ele (o golpe) atravesse a imensa orbe de energia lançada pelo tinhoso verde e atinja o oponente.

Como consequência, o Supremo Zamasu ficou com o lado direito do rosto – correspondente ao Goku de preto – desfigurado e de cor roxa. Enlouquecido na sequência, o tinhoso verde passa a apresentar um comportamento autodestrutivo, por assim dizer, exigindo que os raios róseos o atinjam para o punir por ser um deus fraco, que não consegue acabar com o mal.

Zamasu auto-punitivo

Então, após ser atingido pelos raios, o Supremo Zamasu tem o restante da parte direita do seu corpo, ou pelo menos o braço direito, transformado, ficando monstruoso e roxo. Gowasu explica que isso se dá porque, embora o Zamasu do “futuro” fosse imortal, o Zamasu do “passado” não o era e a fusão dos seus corpos não foi perfeita.

Goku propõe que ele e Vegeta se fundam com os brincos potara – e o Kaioshin do Sétimo Universo cede os dele para Goku, mas o orgulhoso Príncipe dos Sayajins se mostra relutante, procurando manter sua palavra dada na Saga Boo, de que nunca mais se fundiria com Goku. Porém, a fusão é feita e Vegetto surge, para lutar com força total contra o Supremo Zamasu despirocado.

Entretanto, apesar de ter muito mais poder do que o seu oponente, Vegetto não consegue o subjugar definitivamente e acabou consumindo todo o poder necessário para manter a fusão, fazendo com que ela se desfizesse antes da hora e o Supremo Zamasu retomasse a vantagem – pelo menos até que o Trunks aparecesse com seu sabre de luz para enfrentá-lo. E o sayajin do cabelo roxo acaba inconscientemente conjurando uma Genki Dama, a qual utiliza como lâmina para cortar o tinhoso verde em dois – o que, subentende-se, o matará na medida em que ele não possui a mesma capacidade regenerativa que o Zamasu “do futuro” possuía.

Comentários

Dito isso, vamos aos comentários, que eu organizei em: “A imortalidade do Zamasu”, “A fusão potara”, “O Kaioshin do Sétimo Universo”, “Inutilidade do Vegetto e protagonismo forçado do Trunks?” e “Genki Dama ou Genki Ken?”.

A imortalidade do Zamasu

Ao longo de todas séries da Dragon Ball, sempre existiram personagem procurando as esferas do dragão a fim de obterem a imortalidade. Zamasu é o personagem usado para retomar esse conceito na franquia de maneira explícita, mas ele não era realmente imortal.

Quando digo que ele é o personagem usado para retomar o conceito de maneira explícita, o faço porque tanto o Cell quanto o Majin Boo foram vilões utilizados para trabalhar esse conceito de maneira implícita e, aqui entra a parte do porquê de ele não ser realmente imortal, a grande diferente entre eles e o Zamasu “do futuro” é que este possui uma capacidade de regeneração aceleradíssima, a ponto de parecer se tratar de uma coisa instantânea.

E a maior corroboração a isso é que o Supremo Zamasu, resultante da fusão do Zamasu “do futuro” com o Zamasu “do passado”, não conseguiu recuperar a sua aparência plena após ser atingido pelo Goku e pelos raios róseos. Noutras palavras, o Zamasu fundido perdeu sua imensa capacidade regenerativa.

Supremo e bestial Zamasu

Quanto a isso, embora eu tenha noção de que muito provavelmente colocaram o Supremo Zamasu com a aparência dividida para melhor demonstrar o que aconteceu a ele, acho que, como se trata de um ser cujas células são resultantes da fusão das de dois outros seres, teria sido muito melhor que o representassem todo deformado ou com um corpo cuja pele estivesse faltando em algumas partes, as quais seriam roxas.

Mas enfim, pra finalizar essa seção, fica aí o questionamento: Se o Zamasu “do futuro” realmente não era imortal e apenas possuía uma altíssima capacidade de regeneração, então será que o Trunks o teria eliminado por completo caso tivesse conseguido executar o Jibaku (suicídio)?

A fusão potara

Se o Zamasu “do futuro” não era imortal, apenas tinha uma altíssima capacidade de regeneração, o Supremo Zamasu é que não era mesmo, pois a fusão potara de um corpo quase indestrutível com um corpo mortal fez com que o ser resultante tivesse um corpo capaz de regenerar, mas nem tanto. O fato de ele não conseguir regenerar a própria pele do rosto e do braço indicando que ele muito provavelmente também não consegue regenerar membros perdidos e muito menos se refazer a partir de uma única célula (ou que os componentes referentes ao Goku de preto morreram, fazendo com que o Supremo Zamasu ficasse uma espécie de morto-vivo ou vivo literalmente meio-morto).

Como assim, "vivo meio-morto"? haushausuah

“Como assim, ‘vivo meio-morto’? Que nojo!”

Essa é a deixa perfeita para que o Trunks “do futuro” o possa cortar ao meio, pois não haveria sequer a possibilidade de uma das metades do tinhoso se regenerar e o Zamasu “do futuro” voltar, já que a fusão potara dura para sempre quando dois kaioshins se fundem.

Aliás, durante anos acreditou-se que a fusão duraria para sempre, independentemente da natureza dos seres que a fizessem, e que a fusão entre o Goku e o Vegeta na Saga Boo só teria se desfeito porque o Majin Boo teria comido o Vegetto, pois o seu corpo funcionaria como uma espécie de outra dimensão ou sei lá o quê. Então, a explicação de que a fusão potara feita por seres que não são kaioshin dura somente 1 hora é plausível e não apresenta contradição com nada já apresentado, pois a fusão entre o Kaioshin do Sétimo Universo e o Kibito só pode ser desfeita com o uso das esferas do dragão.

Outra informação importante que foi fornecida pelo episódio é que a fusão potara feita por não-kaioshins requer de certa quantidade de energia para ser mantida. Então, se tal quantidade de energia for consumida, a fusão é desfeita, motivo pelo qual a aparição do Vegetto foi breve, já que a transformação em super sayajin azul deve requerer muita energia.

O Kaioshin do Sétimo Universo

Muita gente têm estranhado o comportamento do Kaioshin do Sétimo Universo, principalmente porque ele foi apresentado durante a Saga Boo como alguém frio e calculista, apresentando-se de maneira “lerda” em Dragon Ball Super – como quando, no episódio 66, ele dá a entender que em momento algum havia aventado a possibilidade de Goku e Vegeta se fundirem por meio dos brincos potara.

Então, embora seja realmente estranha essa mudança de comportamento ou mesmo de personalidade do Kaioshin, há uma possível explicação para a mesma: Devido ao tempo em que permaneceu fundido ao Kibito, ele muito provavelmente deve ter sido afetado de alguma forma pela maneira de ser do seu assistente, que também deve ter mudado por conta do jeito do Kaioshin.

Claro, também tem o fato de que ele pode ter simplesmente se deixado relaxar e deixado a frieza e calculismo de lado após ter conhecido Goku e os demais Guerreiros Z, alguns dos quais são mais poderosos do que ele.

Inutilidade do Vegetto e protagonismo forçado do Trunks?

Duas reclamações que se complementam, a alegada inutilidade do Vegetto e o protagonismo forçado de Trunks, na verdade, são bem bobas.

Embora seja verdade que a participação do Vegetto foi bem mais curta do que o esperado, não, ela não foi inútil, muito pelo contrário. Já de cara a fusão do Goku e do Vegeta demonstrou ser não apenas extremamente poderoso, como ser muito mais forte do que o Supremo Zamasu, uma vez que simplesmente segurou e explodiu o “Cólera Sagrada” usando somente uma das mãos, sem fazer esforço.

Vegetto Azul

Com isso, a utilidade da breve aparição do Vegetto foi uma só: Enfraquecer o físico e desestabilizar o emocional do oponente que já se encontrava consideravelmente desestabilizado em ambos os aspectos. Sem o Vegetto para fazer isso e forçar o Supremo Zamasu a assumir uma forma gigante por puro desespero e falta de raciocínio a respeito, não teria como o Trunks finalizar o tinhoso verde.

E é aqui que entra o protagonismo do Trunks. Ele não foi forçado, muito pelo contrário, foi bem contextualizado e vem sendo preparado praticamente desde o começo da saga, para comprovar isso, é o suficiente que nos recordemos do próprio Trunks, no episódio 56, pedindo para que o seu pai o deixe lutar e acabar com o Goku de preto, pois aquele era o mundo dele e, portanto, cabia a ele eliminar o inimigo.

Portanto, as atuações dos personagens se complementam e isso muito provavelmente para reforçar a importância do trabalho em equipe, tecla na qual Dragon Ball super vem batendo deste o começo, como quando Whis fala para Goku e Vegeta sobre a importância deles aprenderem a lutar em conjunto.

Genki Dama ou Genki Ken?

Finalmente, talvez o mais surpreendente acontecimento em todo o episódio tenha sido a forma pela qual o Trunks derrotou o Supremo Zamasu. Basicamente, o ki de todos os seres vivos restantes na Terra reuniu-se em uma grande esfera luminosa, uma Genki Dama, à qual Trunks se lançou, absorvendo-a e ficando ainda mais forte – além de ser reforçado pelo ki dado a ele por Goku e Vegeta, que prontamente entenderam o que estava acontecendo.

Genki Dama absorvida

Trunks, após absorver a Genki Dama.

Aqui, cabe falar um pouco sobre a Genki Dama. A técnica desenvolvida pelo senhor Kaioh do norte e ensinada ao Goku é uma representação de todo um aspecto filosófico-religioso de certa cultura oriental, em especial o daoísmo – como Derek Padula brilhantemente explica no seu artigo intitulado The Genki Dama Explained (A Genki Dama explicada).

O nome da técnica, aliás, não apenas condensa toda essa representação, como ajuda a explicar uma coisa que o Suprema Zamasu falou no episódio 65 e que deixou muita gente confusa, isso porque a tradução do nome é “orbe de ki original” ou “esfera de ki original”, “bola de ki original”. Não entendeu?

Então, no episódio anterior, o Supremo Zamasu falou algo sobre o seu poder ser a luz divina ou algo do tipo, dando a entender que essa energia seria substancialmente diferente do ki ao qual todos estão familiarizados. Pois bem, considerando a explicação dada pelo Derek Padula sobre a Genki Dama, temos que considerar a existência de pelo menos dois tipos de ki: O padrão ou normal e o “ki da origem”. O que seria isso?

Pode-se dizer que o “ki da origem” seria como um tipo refinado de ki e próprio aos deuses, principalmente os de patamares elevadíssimos, tendo sido utilizado na criação de tudo o que existe – motivo pelo qual absolutamente todos os seres, vivos ou não (aqui mencionar que, em certas correntes de pensamento orientais, absolutamente tudo é considerado como estando vivo), possuem uma parcela de “ki original”.

A "luz divina" e a "luz do Trunks" ou o Genki correspondem ao ki criacional, de antes do Yin e do Yang "se separarem".

A “luz divina” e a “luz do Trunks” ou o Genki correspondem ao ki original, de antes do Yin e do Yang “se separarem”. Essa “sacralidade”, por assim dizer, do Genki explica porque a Genki Dama é tal poderosa e costuma ser usada como o último recurso.

Assim, a Genki Dama não faz uso do ki normal, mas sim do “ki original” que todos os seres e coisas possuem, coletando-o deles. Aliás, a luminosidade da técnica e desse tipo de ki é branca, a mesmíssima cor do halo duplo conjurado pelo Supremo Zamasu – o que seria mais um indício de que ele atingiu um patamar divino elevadíssimo.

Agora, o curioso é que esse episódio 66 nos mostrou que a técnica pode ser conjurada por terceiros (Maki e demais sobreviventes) para uso final de outra pessoa (Trunks) e que ela não está restrita à forma esférica tradicionalmente usada por Goku. Trunks a utilizou na forma de espada, motivo pelo qual estou chamando-a de Genki Ken, isto é, “espada de ki original”.

Genki ken

Quando a Genki Dama é convertida na Genki ken pelo Trunks.

Por fim, a diferença substancial entre o ki e o genki pode também ajudar a explicar o porquê de Trunks conseguir derrotar o Supremo Zamasu e o porquê deste ter ficado tão mais poderoso, além de que tal conceito pode ainda vir a ser abordado futuramente, o genki podendo ser mostrado como essencial para coisas como a criação e a destruição realizada por deuses.

Outro ponto interessante diz respeito às cores. A cor da Genki Dama/Genki Ken é usualmente branca (com algo azulado), contrastando com a cor do ki do Zamasu, isso sendo mais uma referência as bases culturais sintetizadas pelo conceito da Genki Dama, pois o Genki e sua cor branca vai significar a vida, enquanto a cor preta vai significar a ausência desta.

Outro ponto interessante diz respeito às cores. A cor da Genki Dama/Genki Ken é usualmente branca (com algo azulado), contrastando com a cor do ki do Zamasu, isso sendo mais uma referência as bases culturais sintetizadas pelo conceito da Genki Dama, pois o Genki e sua cor branca vai significar a vida, enquanto a cor preta vai significar a ausência desta.

Dragon Ball Super: Episódio 67

No episódio que encerra a, por assim dizer, Saga do Zamasu ou Saga dos Zamasus, tivemos um breve momento onde se acreditou que o Supremo Zamasu havia sido realmente aniquilado pelo ataque do Trunks, o Goku chegando a comentar sobre a Genki Dama feita pelo filho do Vegeta. Entretanto, não demorou muito e os restos mortais do tinhoso verde e roxo lançaram um canhão de energia vermelha em direção ao céu, irradiando uma espécie de fumaça pelos céus até que toda a Terra se viu dominada por isso – sendo, então, mostrada a face do Zamasu no planeta para ilustrar isso. Em seguida, os refugiados foram aniquilados por ataques vindos do céu e somente restaram o Goku, o Vegeta, o Trunks, a Mai, a Bulma e os kaioshins.

Coluna vermelha

Os três sayajins (Goku e Vegeta não conseguiram se transformar, apenas Trunks virou super sayajin) tentaram atacar o adversário com uma combinação de seus golpes – cada um com uma cor diferente, mas isso não foi efetivo. Então, após procurar por sementes dos deuses nos seus bolsos, Goku acaba encontrando o botão que recebera do Zeno-Sama e questiona com os kaioshins se ele poderia dar conta do Zamasu. Em seguida, chama o Todo-Poderoso, que não faz ideia de que em é o Goku, mas não gosta do que vê e o sayajin dá um toque nele de que foi o Zamasu quem fez isso e pergunta se a coisa poderia ser corrigida, ao que Zeno decide obliterar todos os doze universos.

Enquanto os kaioshins viajam com o anel do tempo, os demais fogem na nave-máquina do tempo – destaque para Goku e Vegeta agarrados na parte externa dela. Zeno destrói tudo e, depois, Goku volta para o “futuro” na máquina do tempo junto com Trunks para resgatar o Todo-Poderoso e o levar para ser o novo amigo do… Zeno-Sama! O episódio, então, encerra com a emocionante despedida de Mai e Trunks – que se emociona ao ver Gohan e se lembrar do seu mestre.

Comentários

Resumo feito, vamos aos comentários, devidamente organizados em: “Zamasu em dobro, triplo, quádruplo e muito, muito mais!“, “Zeno-Sama”, “Trunks, Mai e as linhas do tempo” e “Pressa e conveniência”.

Zamasu em dobro, triplo, quádruplo e muito, muito mais!

Não foi explícita nem implicitamente explicado o que aconteceu em relação ao Supremo Zamasu no episódio 67, mas é possível extrair que a destruição do corpo físico dele permitiu que sua alma se libertasse e pudesse expandir o seu domínio por todos os doze universos do “futuro”.

Zamasu onipresente

À esquerda de quem vê, a Terra dominada pelo Zamasu. À direita, o tinhoso se irradiando por todos os universos a partir da Terra.

Aqui é importante destacar que a face que apareceu estampada no planeta Terra, para ilustrar que ele havia sido completamente dominado, corresponde à do Zamasu e não à do Supremo Zamasu, mas não é possível sabermos se essa alma e face é apenas a do Zamasu imortal ou se é a dos dois Zamasus fundidos, pois, embora a fusão não tenha sido bem sucedida no corpo, é possível que eles, por serem o mesmo ser, tenham tido a alma fundida perfeitamente e ela tenha assumido a aparência do Zamasu normal – já que não teria muito sentido a alma do Zamasu do “passado” ter a aparência do Goku apenas por ter usado o corpo dele.

Eu, particularmente, acho ambos tiveram as almas fundidas numa só e que não é que o corpo do Goku de preto tenha morrido ou algo do tipo, mas sim que as células resultaram defeituosas da fusão. Assim, reforço meu pensamento mediante a constatação de que a irradiação que o Supremo Zamasu faz pelo planeta Terra se dá em forma de fumaça negra, algo que parece estar relacionado à técnica da foice e dos clones de fumaça que o Goku de preto desenvolveu após apanhar vertiginosamente do Vegeta.

Aqui é possível notar a face do Zamasu e não a do Supremo Zamasu.

Aqui é possível notar a face do Zamasu e não a do Supremo Zamasu.

Assim, também é possível extrair que o Zamasu tornou-se praticamente onipresente e realmente indestrutível pelas mãos de mortais. Aliás, toda essa situação parece ter sido planejada por ele, visto que, no episódio anterior, ficou clamando para que os raios violetas o atingissem e punissem, bem como deu a entender em certo diálogo que, no fim, ele próprio seria destruído e que isso estava nos seus planos.

Entretanto, apesar de muito poderoso, praticamente onipresente e impossível de ser destruído por mortais, ainda havia um ser capaz de destruir o Zamasu, o Todo-Poderoso…

…Zeno-Sama

Que foi chamado por Goku para resolver o assunto e viu que a única alternativa era destruir todos os doze universos. Ora, ele não faria isso se o Zamasu e o Goku de preto não tivessem exterminado a vida em todos eles e se o espírito do tinhoso verde não tivesse “possuído” todos os universos. Agora, é curioso observar que o Goku pediu para ele apagar o Zamasu e não o Zenoverso, mas o Zeno parece ter sentido que não havia mais uma viva alma pelos doze universos (além dos ali presentes) e decidiu apagar logo tudo de uma vez.

Zeno

Entretanto, o mais interessante é que tivemos uma das questões levantadas num artigo meu respondida e sim, existe um Zeno para cada linha espaço-temporal, de modo que nenhum dos seis Zeno existentes é onipresente, apenas onipotente. Sim, apenas onipotente porque eles também não são oniscientes, pois, se fossem, o Zeno chamado por Goku não precisaria perguntar quem ele é nem o que havia acontecido ou quem tinha sido o responsável por toda aquela tragédia.

As questões referentes a todas as versões de Zeno é: 1) será que um Zeno tem poder suficiente para destruir o outro ou será que eles se destroem mutuamente? 2) Caso um Zeno seja destruído, a linha espaço-temporal à qual ele pertence também é destruída? 3) Será que, futuramente, teremos disputas entre uma ou mais versões de Zeno, tal como tivemos a disputa entre os deuses da destruição?

Trunks, Mai e as linhas do tempo

Fico feliz de ver mais um ponto por mim colocado sendo confirmado pelo anime, pois a sugestão dada por Whis de que a viagem de Trunks e Mai para a linha espaço-temporal deles num ponto anterior à destruição dela resultaria numa nova linha espaço-temporal confirma o que eu havia dito sobre as viagens para “trechos em comum” de uma linha espaço-temporal resultarem em novas linhas.

Entretanto, eu deixarei para falar mais sobre as seis linhas espaço-temporais no artigo que estou devendo, pois o que quero comentar aqui é o fato de que agora há uma linha espaço-temporal onde existem dois Trunks e duas Mai, aumentando as chances de futuramente termos mais personagens mestiços de sayajins e humanos terráqueos.

Em breve publicarei ... explicando essas seis linhas do tempo aí.

Em breve publicarei o artigo “As linhas espaço-temporais de Dragon Ball – Parte 2”, explicando essas seis linhas do tempo aí. Enquanto isso, você já leu “As linhas espaço-temporais de Dragon Ball – Parte 1“?

Também é bom destacar que, a julgar pelo fato de que Goku e Trunks conseguiram viajar para o “futuro” a fim de resgatar o Zeno-Sama e de que Gowasu é visto guardando o anel do tempo numa caixa que continha outros cinco anéis, a linha do tempo cujos universos foram dominados pelo Zamasu continua existindo, apenas sendo um grande nada.

A linha espaço-temporal "C" continua existindo, mas agora é um grande nada.

A linha espaço-temporal “D” continua existindo, mas agora é um grande nada.

Ação e emoção

O episódio teve pouquíssimas cenas de ação e isso não apenas tem uma explicação plausível – os três sayajins estavam exauridos, ao mesmo tempo em que o seu oponente não tinha mais um corpo físico para proporcionar tantas cenas do tipo -, como muito provavelmente foi feito com o propósito de demonstrar a extensão do poder de Zeno e deixar claro algo que o Whis já havia dito para o Goku, que os sayajins tem a mania de pensar que o poder de batalha é tudo, mas que, na verdade, existem outras formas de poder inimagináveis para eles.

O Zamasu em sua última forma e o Zeno são as provas disso, uma vez que, definitivamente, nem um e nem outro são adversários que podem ser derrotados na base do combate. Assim, tudo isso também deixa uma importante questão: Será que Goku e Vegeta, na condição de”deuses sayajin”, chegarão a aprender poderes como os de Zeno ou o “hakai” de Bills?

Só o futuro da série responderá essa pergunta, mas, se houve pouca ação, por outro lado, teve muita emoção. O episódio 67 foi emocionante tanto ao fazer os sobreviventes serem exterminados, provocando a ira e revolta de Mai, quanto no seu memorável encerramento, onde Trunks despediu-se por último de um atrasado e ofegante Gohan que o fez reavivar lembranças do Gohan da sua própria linha espaço-temporal, que foi seu mestre e, de certo modo, um misto de irmão mais velho e figura paterna. A emoção sentida por Trunks pode facilmente ser sentida por quem assistiu a cena – tão ou mais emocionante que isso, só o final de Dragon Ball GT.

A outra cena de emoção foi a despedida do Vegeta, que não se importou (mais uma vez) em fazer uma demonstração pública de afeto - do seu modo, claro. Isso quer dizer que ele deixou ou deixará de ser orgulhoso? Muito pelo contrário, o que temos nessa cena é, também, uma demonstração do quão ele está orgulhoso da sua descendência.

A outra cena de emoção foi a despedida do Vegeta, que não se importou (mais uma vez) em fazer uma demonstração pública de afeto – do seu modo, claro. Isso quer dizer que ele deixou ou deixará de ser orgulhoso? Muito pelo contrário, o que temos nessa cena é, também, uma demonstração do quão ele está orgulhoso da sua descendência.

Pressa e conveniência

A polêmica em torno deste episódio parece ter ficado totalmente concentrada em torno do roteiro, o qual, dizem os críticos de plantão, deu a entender que foi apressado, apresentando e resolvendo problemas de maneira muito acelerada, o que teria dado a entender que houve certa conveniência nas coisas.

Um exemplo disso seria a solução encontrada por Goku para o amigo que ele havia prometido para Zeno, pois teria parecido que ele já havia ido ao “futuro” planejando encontrar outro Zeno para cumprir sua promessa. Entretanto, isso é apenas uma impressão mesmo, das mais superficiais.

O Zeno-Sama da linha "D" indo conhecer o seu correspondente da linha "E".

O Zeno-Sama da linha “D” indo conhecer o seu correspondente da linha “E”.

Por exemplo, o Goku pode ter pensado nisso enquanto voltava ou após voltar para o “passado”, afinal de contas, o próprio Goku já havia concluído que deveria existir um Zeno em cada linha do tempo – o que é interessante, pois a própria série Dragon Ball Super dá deu umas quantas provas de que o Goku pode ser meio burrinho às vezes (ex.: Monaka), mas que possui os seus momentos (ex.: Quando ele deduziu o plano do Zamasu).

Enfim, não acho que tenha ocorrido uma pressa e tampouco conveniência de roteiro, o que eu percebo é que Dragon Ball Super parece estar procurando fugir da famosa fórmula da enrolação, muito comum em vários animes. Sim, eu sei que Dragon Ball Z tinha uma enrolação e demorava para concluir os combates, mas é preciso ter em mente que tal série se deu em outra época e que isso poderia facilmente não funcionar nesta época, com um público que está chegando agora, que está conhecendo Dragon Ball agora e que provavelmente é o mesmo tipo de gente que prefere vídeos curtos no YouTube ou que pula trechos das músicas que está ouvindo. De qualquer forma, eu gostei desses episódios com maior dinamicidade.

Trunks: - Pelos poderes de Greyskull, eu tenho a força!!! Bulma: - Err, filho, não é por nada não, mas você errou de desenho!

Trunks: – Pelos poderes de Greyskull, eu tenho a força!!!
Bulma: – Err, filho, não é por nada não, mas você errou de desenho!
Kaioshin: – Então quer dizer que aquele gato preto da Corporação Capsula se transforma no Gato Guerreiro?


REFERÊNCIA

Derek Padula. The Genki Dama Explained. Disponível em: [http://thedaoofdragonball.com/blog/martial-arts/the-genki-dama-explained/]. Acesso em: 17 Nov 2016.

3 comments

  1. Li seus posts sobre essa saga e as linhas do tempo.
    Mano,está muito bom;eu procurava até em umas páginas de maior visibilidade,mas aqui foram sanadas algumas duvidas e o pensamento das linhas do tempo é idêntico.
    Eu estou trabalhando em alguns vídeos,esse material foi de grande apoio ás minhas idéias latentes,espero que saia logo o artigo parte 2 das linhas do tempo e,este em especial foi bastante esclarecedor,pois convenhamos que o final se “linkado” á essa matéria é bem mais plausível,de todo modo acho que a execução que pecou a não explicar essas coisas nem sequer de forma indireta e fazer parecer um final preguiçoso e sem sentido sem uma avaliação “insuperfícial”.
    Agregou muito aos meus vídeos em produção,citarei como fonte o site. *-*
    Ah,e pelo que entendemos o Trunks que criou uma nova linha do tempo,a ação de Bills só mudou-a ainda mais.Isso leva a um novo pensamento de que tipo de ser Whis é quando parece um tanto conspirador.

    1. Agradeço pelo comentário. O artigo parte 2 está quase concluído (fiquei um tantinho sem tempo e quase esqueci dele). Realmente o Whis e, na verdade, todos os demais anjos e o pai deles são seres altamente questionáveis, principalmente por conta desses momentos onde um ar conspirador deles aparece. Não esquece de lincar o teu canal aí.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *