Gohan fez cosplay de Shiryu no ep. 80 de Dragon Ball Super

Chegamos ao episódio 80 de Dragon Ball Super, o qual contém a segunda luta do torneio de exibição que precede o Torneio do Poder e finalmente nos traz Son Gohan lutando para valer, demonstrando todo o seu potencial (mas não todo o seu poder, não vamos confundir). Então, trago aqui, como de costume, o resumo de tal episódio e a sua análise. Haveria, também, algumas observações, mas as trarei num artigo próprio. Boa leitura, dê o like se gostar e comente!

 

 

RESUMO

 

Após o clássico review do episódio anterior, o episódio tem início com Gohan e seu adversário de preparando para a segunda luta do torneio de exibição. Goku aconselha o filho a não se prender à não percepção do ki do oponente e usar todo o seu poder, Gohan, se dando conta de que não poderia fazer somente o que pretendia – ler os movimentos do adversário.

E, após a trocação de golpes inicial, não demora para que o primogênito de Son Goku tenha que pôr isso em prática, já que Lavenda faz uso de sua técnica, um poderoso veneno expelido pela boca e que cega o adversário, gradualmente tomando conta de todo o corpo até o incapacitar por completo.

 

Por que o veneno de Lavenda (que ele pode usar nos punhos da mesma forma que Goku poderia, por exemplo, envolver as mãos com ki) é roxo? Provavelmente, porque o seu nome é a contração do termo japonês para lavanda, uma planta roxa (e que também dá nome à cidade de Lavender, em Pokémon).

 

Cego e, após recusar as sementes do deuses oferecidas por Shin, Gohan se vê obrigado a detectar os sons dos passos do oponente e se sai muito nisso, até que Lavenda entende o que está acontecendo e começa a usar sua técnica de voo.

Isso deixa Gohan novamente em apuros, mas, uma vez mais, ele consegue se adaptar, transformando-se em super sayajin e passando a usar a sua aura dourada para detectar, a uma distância suficientemente segura, os jatos de veneno disparados contra ele, podendo, então, rebatê-los.

 
Gohan cego

Não, o Gohan não virou emo (ainda existe emo?), nem “desconstruído” e muito menos ficou sem dormir antes da luta ou apanhou da Videl. A roxidão nos olhos é um efeito do veneno de Lavenda, que o deixou cego.

 

Porém, ao mesmo tempo em que a transformação em super sayajin é um santo remédio para a situação em que Gohan se encontrava, ela também se mostra uma espada de dois gumes, fazendo com que o alastramento do veneno pelo seu corpo se acelere. Consequentemente, ele acaba caindo e se destransformando.

 

Calma, gente, não é o que parece!

 

Todavia, mesmo com o corpo quase todo tomado pelo veneno, consegue se levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, agarrando Lavenda por trás e subindo com ele até onde podia para, em seguida, despencar com tudo contra a arena, na qual ficou uma enorme e profunda cratera. Lavenda tombou, deixando Gohan de pé para autodeclarar-se vencedor e cair logo depois, ao que o Sumo-Sacerdote declarou um empate.

Por fim e após isso, Goku deu uma semente dos deuses para Gohan se recuperar e o Sumo-Sacerdote fez um pronunciamento em nome de Zen’Oh-Sama, esclarecendo regras do torneio, tirando dúvidas dos deuses e, finalmente, explicando o porquê de os universos 7 e 9 terem sido escolhidos para o torneio de exibição.

O episódio termina com Goku e seu adversário, Bergamo, se preparando para lutar.

 

ANÁLISE

 

O episódio é enxuto e simples, não dando margem para ambiguidades e esclarecendo muita coisa – principalmente no que tange às regras do torneio.

Basicamente, sim, valerá de tudo no Torneio do Poder e, pelo visto, os combates poderão ir até a morte. Por falar em morte, foi esclarecido que Zen’Oh-Sama já havia avaliado os universos e os ranqueado de acordo com o nível médio de poder dos seu seres mortais, pretendendo eliminar os universos de baixo nível (o que tira das costas de Goku a responsabilidade pela eliminação dos universos e faz com que ele não venha a ser visto como um vilão), de modo que apenas os universos 1, 5, 8 e 12 continuariam existindo, pois o nível médio de poder dos seus habitantes mortais é de mais de 8,000 7.

 

Sim, eu acho que, quando o Sumo-Sacerdote disse que “o nível médio dos mortais dos quatro é de mais de 7,” foi feita uma referência ao “mais de 8.000” do Vegeta.

 

Também foi dito que o torneio proposto por Goku foi visto por Zen’Oh-Sama como a oportunidade perfeita para eliminar os universos de nível baixo, sendo que, por meio da competição, haveria uma oportunidade para os vencedores continuarem existindo, apenas os universos perdedores sendo eliminados.

E o torneio ocorrerá apenas entre os universos 2, 3, 4, 6, 7, 9, 10 e 11, ou seja, apenas entre oito universos, pois os quatro de alto nível estão isentos de participar, isto é, não competirão, uma vez que a sua existência já estava assegurada, diferentemente da existência dos universos 7 e 9, que foram escolhidos para o torneio de exibição exatamente por serem os dois universos de mais baixo nível, o sétimo sendo o penúltimo no ranking do poder de Zen’Oh-Sama, pois o nível médio das suas estrelas habitadas por mortais é de 3.18, enquanto o nono universo é o último, tendo nível médio de 1,86 (e, talvez, isso esteja relacionado à dificuldade em se sentir o ki dos membros do Trio Perigo).

O último esclarecimento feito foi o de que todos os deuses dos universos perdedores serão eliminados juntamente com eles, mas os seus respectivos anjos não o serão, pois, como Whis esclarece, a posição deles é diferente (superior) da dos deuses da destruição – e, consequentemente, da dos shinjin.

O interessante em meio a esses esclarecimentos foi a discussão entre Bills e Shin quanto à culpa ou responsabilidade pelo universo 7 ser o penúltimo colocado no ranking do poder de Zen’Oh-Sama. Bills culpou Shin por ele ser indolente, mantendo-se em segundo plano para que os mortais desenvolvam o nível de poder de seus planetas por conta própria e, com isso, fica subentendido que, aparentemente, os shinjin podem sim intervir no desenvolvimento das espécies mortais – assunto que integrou a discussão moral do arco anterior, antagonizado pelo shinjin Zamasu. Em resposta, Shin culpou Bills por viver dormindo, o que nos dá a entender que o papel do deus da destruição é o de estimular o desenvolvimento do nível de poder das estrelas habitadas por mortais, talvez fazendo com que os mortais fiquem mais e mais forte a ponto de conseguirem confrontá-lo.

 

O indolente e o dorminhoco.

 

Por fim, achei ótima a luta do Gohan, pois o mesmo conseguiu demonstrar muito bem o seu potencial, principalmente por mostrar ser capaz de adaptar-se rapidamente ao oponente e não se dar por vencido tão facilmente, ainda que não tenha mostrado todo o seu poder, uma vez que apenas se transformou no super sayajin básico. Porém, embora isso seja algo digno de deixar os fãs do Gohan satisfeitos, há de se considerar que o oponente contra o qual ele lutou pertence ao universo que está em último no ranking do poder de Zen’Oh-Sama e que, portanto, o fato de ele apenas empatar com Lavenda demonstra o quão ele ainda precisa se fortalecer.

E o que eu achei mais fantástico foram as referências ao Shiryu de dragão. Primeiro, quando Gohan fica cego e luta assim mesmo. Porém, isso só se torna uma referência ao cavaleiro de dragão por conta da segunda referência, que é o golpe final utilizado pelo Gohan contra Lavenda, o qual muito provavelmente remete ao Último Dragão desferido pelo Shiryu de dragão contra Shura de capricórnio.

 
Gohan e o último dragão

E a referência tem tudo a ver, já que as esferas do dragão – e, por extensão, o próprio Shen Long – estão simbolicamente associados a Goku e sua linhagem.

 

O golpe de Gohan e o Último Dragão de Shiryu.

 

Agora, a meu ver, só falta o Gohan dar uma aprimorada nesse golpe, preferencialmente colocando um visual estético que remeta a um dragão, e o nomeie como “dragão alguma coisa,” sei lá, “dragão sayajin,” algo assim. Eu aprovaria.

Bom, é isso aí e até o próximo artigo (se você lê tudo o que publico) ou até o próximo artigo sobre Dragon Ball (se só lê esses).

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